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segunda-feira, 19 de março de 2018

Crise na educação.


Este ano continuo com terceiro ano, estou adorando, pois é um desafio de continuar a alfabetização.
Porém com a crise na educação me dá um certo frio na barriga. Pois tenho 33 alunos na sala de aula com níveis variados, pré-silábico, silábico e silábico alfabético.
Acredito que a crise na educação é um plano político onde não querem alunos que pensam, pois esses quando crescerem não poderão  ser massa de manobra.
Escolas fechando, isso é um horror. Vi uma reportagem onde uma turma de primeiro ano tem 40 alunos, como irá ocorrer alfabetização?
Assim só vão confirmando as previsões que dizem que o Brasil irá levar 260 anos para chegar os níveis de proficiências em português e 75 anos em matemática. Com salas lotadas e escola fechando e corrupção impune do Brasil. Qual será o motivo?


segunda-feira, 5 de março de 2018

Aprovação e reprovação


No inicio do ano letivo percebi que a reprovação é um mal necessário, desde que seja algo bem pensado e não sirva como punição.
No ano passado tinha dois alunos do terceiro ano que já haviam reprovados 3 anos, na mesma série. Os alunos no final do ano estavam bem integrados com a turma e tiveram evolução na aprendizagem e passaram para o quarto ano. Apesar das dificuldades na aprendizagem estavam lendo e escrevendo. Porém teve dois casos que achei necessário reter, pois os alunos estavam recém aprendendo o nome e não conheciam as letras do alfabeto. Acredito que quando reprovamos um aluno devemos pensar em algo para tira-lo da acomodação para que assim o aluno faça o exercício de equilíbração para que haja acomodação novamente, para que ocorra a aprendizagem (pois o processo de aprendizagem ocorre na desacomodação, para que haja equilibração);
 Fazendo uma autorreflexão cheguei à seguinte conclusão, reprovar o aluno sem mudar a metodologia de ensino o aluno continuará sem aprender. Nos professores teremos que ter uma metodologia diferente para que o aluno aprenda.








domingo, 11 de setembro de 2016

A educação arma contra corrupção



            O cenário atual da política me faz refletir sobre o porquê da educação estar sendo sucateada e os professores com salários precários.       Os políticos sabem o poder que a educação tem e sabem também o “risco” de se investir em educação e professores. Educado, o povo não será mais alienado e ludibriado e não trocará o seu voto por favores, pois educação de péssima qualidade geram “excelentes telespectadores, péssimos eleitores e vários candidatos”.
            Será que daqui alguns anos a educação será privatizada?
          Antigamente ser professor era ter status, hoje em dia devido a desvalorização, a classe está em extinção. Hoje o meio educacional é espaço onde todos da sociedade acham que podem palpitar, principalmente dentro de sua sala de aula e isso, quando não se acham no direito de espancar os professores. A sociedade está com valores deturpados onde os heróis são participantes do big Brother. Tenho colegas de profissão com os salários parcelado prestes a perder a casa e que mesmo assim fazem o seu melhor em sala de aula. Professores que de ônibus vão de uma escola para outra e muitas vezes sem almoçar, estes sim são heróis, em minha opinião.
        Me pergunto se daqui alguns anos não existir mais professores, será que outras áreas serão extintas?

domingo, 19 de junho de 2016

O brincar como rotina em sala de aula



             Para promover a aprendizagem significativa e a compreensão dos conteúdos programáticos me organizei através dos planos de estudo e planejamentos para fazer intervenções através da ludicidade para resgatar alunos com dificuldade na aprendizagem utilizando os materiais concretos, jogos e brincadeira para o seu desenvolvimento, estabelecendo vínculos entre o brincar e o aprender, para que ele vivencie como é gostoso aprender e que tenham sede do saber, que o aprender não vire um martírio.
           Pude notar a mudança de comportamentos e  amadurecimentos ,pois  hoje em dias os alunos encontram-se independentes e críticos, pois através do brincar as crianças aprende resolver, conflitos, aprendem aceitar regras
        Através de manipulação de matérias dourados jogos, utilizando o mesmo os alunos foram aprendendo os números e classes. Foram feitos ditados e jogos utilizando as cartas entre outros jogos.
“O paraíso mora dentro de uma caixa de brinquedos.” Rubem Alves
Na Lei 8069, de 13 de julho de 1990, denominada Estatuto da Criança e do Adolescente, acrescenta no capítulo II, Art.16º, Inciso IV, que toda criança tem o direito de viver o seu tempo de infância que é o de brincar, praticar esportes e divertir-se. Então observo  que, a criança tem o direito de brincar pois está amparada por lei, e esta é mais uma razão para que me levou  a incentivar as  crianças a brincarem, pois  o brincar é importante para o seu desenvolvimento.
Brincar é coisa séria porque é no brincar que acontece a aprendizagem da criança, pois quando a criança está brincando ela cria situações imaginárias que lhe permite operar com objetos e situações do mundo adulto. Dessa forma, enquanto brinca, ela realiza muitas descobertas sobre o mundo que a cerca e sobre si mesma, tornando mais fácil seu relacionamento com o outro, com o mundo em que vive.

domingo, 20 de setembro de 2015

Mídias e Mídias

Mídias

A mídia tem um grande poder de manipulação em massa desde os adultos até as crianças. Os adultos através de jornais, por exemplo, o Jornal da RBS na questão da na assembleia para votação de greve por tempo determinado ou indeterminado onde apareceram os professores brigando e quebrando as coisas, mas não mostrou a situação até chegar ao extremo, mostrando somente o que convinha. Claro que os meios não justificam o fim. As pessoas que não estavam lá naquele momento acabaram se posicionado contra e ate mesmo os professores se referindo de modo geral.
E as crianças que também são manipuladas pelas mídias e acabam ficando horas e horas na frente da televisão e como as mesmas são bastante vulneráveis e são mais fácil de ser manobrada e em cada programa ou desenho parecem uma linha inteira desde caderno até brinquedos.

 Por esse produtos licenciados , levarem esse logo deixam as coisas muito mais caras, acabam pagando os royalties da marca. Com essa publicidade a mídia acaba atingindo dois alvos: os pais e os filhos; Pois os filho que assistem querem e os pais que acabam comprando por inúmeros motivos, entre eles: para compensar o tempo e atenção que não é oferecido para os filhos por inúmeros motivos; Para não se incomodarem; Por querer proteger seus filhos das frustrações e por acreditarem que o objeto traz algum tipo de felicidade e o incentivando a ser consumista.



terça-feira, 12 de maio de 2015

Educação instrumento da sociedade

A educação é um instrumento imprescindível para o desenvolvimento de sujeitos articulados com o projeto de sociedade que está em voga historicamente. A educação é parte inerente da constituição humana, logo podemos compreender o homem necessita da educação para humanizar-se.
Esse processo de humanização é processual e histórico e varia de tempo em tempo e de cultura e cultura. Em um plano existencial o homem se constrói como ser a partir da forma como a sociedade o pensa e o educa. E se ele não está presente nesse padrão ele perde para sua humanidade.
No plano histórico a educação é um processo dialético, pois as forças que a determinam não são homogêneas, variam de questões militares, religiosas, políticas e predomínio do mercado. A educação é uma força vital para a formação de um projeto de sociedade, de indivíduos comprometidos por um mundo pleno de justiça social.
O grande empenho em uma tendência global é colocar em prática o direito de a educação a partir de políticas públicas que garantam acesso e permanência na escola pública, gratuita e de qualidade.
Pensamos que precisamos de um projeto real de valorização da educação que passe de condições estruturais até a uma política de valorização dos profissionais da educação.
Atualmente a educação é pensada a partir de um viés mercadológico, determinado por agentes do capital, e é fundamental que a escola pública forneça as condições necessárias para garantir ao aluno valores de solidariedade, criticidade e compromisso com a construção de uma sociedade justa e igualitária.
         A escola sendo o centro de educação e introdução a uma sociedade tem como finalidade incluir todos os cidadãos em sua construção inovadora, mas muitos encontram na escola como sendo a salvadora de educação, de modelo, causa e efeito democrático. A comunidade escolar de uma escola reflete toda a realidade do local em que ela se encontra. Cabe a equipe diretiva, comunidade escolar refletirem sobre as práticas pedagógicas, sobre as necessidades dos educandos, desde a estrutura em que se encontram a alimentação, a inclusão a cultura, discussão sobre o projeto político pedagógico e não se prender a correntes políticas e sim as necessidades locais.
Quanto à utilização das mídias digitais, deveriam ser inseridas diariamente em sala de aula, já que a nossa realidade é muito mais acelerada e necessita de acompanharmos a evolução. Mas a falta de estrutura, de manutenção e falta de conhecimento, empurra os professores para o abismo do giz ao computador. Alguns ainda têm uma resistência à utilização, pois os alunos utilizam diariamente estas tecnologias.
Concluímos que na educação moderna no século XXI há um desencontro da escola com a sociedade.
         Observo a oligarquia e o clientelismo. Ambos os sistemas o desenvolvimento do país, para que sempre haja a dominação dos poderosos em cima dos pobres. Pois à medida que a sociedade se torna sábia, o poder enfraquece; quanto menos as pessoas souberem mais tempo de domínio que exercem aos que estão no poder.
As ONGs, mascaradas de empresas solidárias, repletas de voluntários e de familiares que dedicam algum tempo de suas vidas para a questão dos excluídos, muitas vezes tornaram-se empresas de lavagem de dinheiro, não posso ser injustas há gente honesta e ONGS que realmente pensam em ajudar o próximo.
Ainda há tempo de mudar tudo isso, nós professores com giz e apagador podemos ser o espelho de nossos alunos e fazer o melhor possível . Em nossa escola dentro da sala de aula dar a esses educandos uma educação libertadora para transforma-los em críticos e transformadores de sua realidade, contribuindo para reflexão geradora de novas ações.




domingo, 26 de abril de 2015

Sociedade e escola

O passado nos persegue. A pessoa ainda serem vista como mercadoria de barganha ou de troca é algo inadmissível, mas que infelizmente acontece em qualquer classe social que tenha a visão de que solidariedade, como  o Sérgio apresenta no filme, é um ideal do moralmente e socialmente  privilegiado para  amparar o menos favorecido. Isto é imoral e acaba repetindo  o sentimento de que para se sentir como eles, favorecidos,  eu devo ser e agir como eles.
As nossas memórias deveriam nos ensinar a aprender a superar nossos erros e injustiças, mas na nossa imaturidade social ainda recriamos hábitos de selvageria e ainda nos mostram que vale tudo pelo direito de termos a liberdade de consumirmos o que desejarmos, pois é o que defini a nossa democracia. Essa lei do consumo é a mesma lei que data dos nossos antepassados que escravizavam outras pessoas e que detinham o poder de viver ou morrer.
O que nos assusta que ambos os filmes estão bem perto de  nossa  realidade de sociedade,  á desagregação do conceito de cidadania, cresceu com uma visão deturpada da lei. É o momento onde a lei da selva, que é do mais forte. “Jeitinho Brasileiro”, A lei ser invocada só em beneficio próprio, que a lei é para os outros e o querer tirar vantagens. Nossas crianças assistindo tudo de camarote palavras movem, mas exemplos arrastam.
Isso nos remete ao nosso trabalho em sala de aula, pois muitas vezes trabalhamos com alunos que estão cumprindo medidas sócio educativas, e adolescentes desamparados, abrigados e na vulnerabilidade social, tentado um resgate da cidadania. Trabalhar o fator inclusão é importante para que todos possam se sentir acolhidos, respeitados. A escola deve ser um lugar onde as crianças sintam vontade de ir, que se sintam seguras, que peçam aos pais para levarem e acima de tudo, um lugar que possibilite o conhecimento, a aprendizagem e que não haja discriminação. Educação sempre esteve inserida dentro da sociedade, ela serve de manutenção e  impulsiona nosso crescimento enquanto pessoas.
          Para termos uma sociedade mais justa, precisamos trabalhar a educação desde os primeiro anos de vida de um cidadão. Em sala de aula nós podemos mudar e reinventar essas historia, fazendo uma nova abordagem em aspectos especialmente significativos na tentativa de promover um novo contexto escolar praticas educativas sensível á adversidade cultural  tudo isso pode ser feito através de um novo currículo, com novos objetivos, com novos conteúdos, com novas estratégias e uma novas formas de avaliação.Com certeza nada  disso será fácil, pois vai requere esforços uma mudança de postura e novo saber, para poder ensinar esse alunos valores e senso critico.



Trabalho de grupo Integrantes

Rossana Chultes Linhares
Tônia Mariano
Mariângela Siqueira Lopes
Mariângela  Touguinha Mastalir

domingo, 19 de abril de 2015

Escola e sociedade em prol da educação


“Educação não transforma o mundo. Educação muda às pessoas. As pessoas transformam o mundo”. (Paulo Freire)
           
       Estou lotado na Escola Estadual de Ensino Fundamental Bartolomeu de Gusmão, Bairro Rio Branco, Canoas. Observando a nossa comunidade escolar uma grande parte dos alunos são de periferia, observamos que essas crianças e adolescentes com carências financeiras e afetivas, as famílias ou familiares, são ausentes no processo de ensino e aprendizagem e algumas vezes com problemas de drogadição. Muitos alunos encontram na escola um refugio, para escapar de suas realidades que muitas vezes são desumanas.
     A Escola tenta ao máximo atrair a comunidade escolar para dentro de suas portas em prol da melhoria de rendimento de nossos alunos, mas nem sempre isso acontece, pois ainda são muito resistentes. A Escola Integral e a regular estão sempre em busca de ações que compensem essa realidade. Seja nos projetos trabalhados, seja atrelando o processo de escolarização à aquisição de um trabalho digno, ou por buscar uma formação ética que ultrapasse ou perpasse os conteúdos escolarizados.
   O Conselho Escolar podem ser considerados corresponsáveis pela escola, trabalhando em conjunto com o diretor escolar no intuito de solucionar os problemas.
   O que compromete nossa concepção de educação e ter que aceitar que a escola sem ajuda dos pais, sozinha, possa mudar a realidade em que esses alunos estão inseridos, pois “palavras movem, mas exemplos arrastam”. Sempre acreditamos que esse processo é de parceria e na falta de um torna-se uma educação “capenga”.
     Contudo, temos consciência que a escola pode fazer a diferença e exercer um papel importante na formação de muitas dessas crianças e jovens carentes. Com projetos sociais como Mais Educação, que visa manter a criança dentro da escola por maior número de horas do dia em um espaço de socialização e aprendizagem.