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quarta-feira, 9 de novembro de 2016

Reprovar ou aprovar, sempre há dúvidas!




                O ano passou depressa e chegamos mais uma vez o final do ano. Encerrou o trimestre e mais uma vez é hora de decidir a vida pedagógica dos alunos, se ele irá ser promovido ou retido. Talvez essa seja a parte mais difícil, é aí então que os professores tem muitas dúvidas. O que fazer com os alunos com dificuldades e os alunos medianos? Qual a melhor decisão a ser tomada, pois ambas tem seus prós e contras;
                Caso os alunos sejam promovidos com dificuldades poderá ser um castigo, se o professor do próximo ano não tiver um olhar para o aluno, ele irá sofrer o ano inteiro; Porém reprovando, problema pode ser ainda pior, pois pode haver um retrocesso. Se o professor não atingi-lo, ele ira ficar perdido também , pois vai necessitar de um olhar .
                 A reprovação nem sempre é um castigo e pode sim, fazer  bem para os alunos, pois muitas veze ao  revisar os  conteúdos pode  ocorrer um insight, tem a questão da maturidade e o seu entendimento pode até  melhorar. Assim como o aluno que quando é promovido ele tem o insight vai muito bem no próximo ano.
"... A criança aprende, mais por experiência do que por erro, mais por prazer do que pelo sofrimento, mais pela experiência do que pela sugestão e a dissertação, e mais por sugestão do que por direção. E assim a criança aprende pela afeição, pelo amor, pela paciência, pela compreensão, por pertencer, por fazer e por ser" Frederick Molffett

domingo, 16 de outubro de 2016

O Tempo em fatias



Quem teve a ideia de cortar o tempo em fatias,
a que se deu o nome de ano,
Foi um indivíduo genial
Industrializou a esperança,
Fazendo a funcionar no limite da exaustão.

Doze meses dão para qualquer ser humano
se cansar e entregar os pontos.
Aí entra o milagre da renovação
e tudo começa outra vez,
Com outro número e outra vontade de acreditar que daqui pra diante vai ser diferente.
 (Cortar o tempo DRUMMOND).


          Este poema além de bonito nos remete a uma reflexão de que fatos que ocorrem em nossas vidas, momentos de orgulho, desgaste, felicidade e frustrações e almejamos profundamente que o próximo ano chegue sem demorar, traga com ele nossa força renovada e seja muito melhor. Pois precisamos nos agarrar em alguma esperança para nós nos mantermos fortes para prosseguir em frente para próximo ano.
         Mas me pergunto muitas vezes o  que realmente fazemos de efetivo em nossas atitude para que o próximo ano seja realmente melhor. Desejamos tanto um próximo ano e quando percebemos a vida passou.
         Isto vale também para a vida profissional será que nosso discurso não está aquém da nossa pratica, será que estamos fazendo o melhor para os nossos alunos, será que estamos tendo um olhar diferenciado para todos e realmente respeitando o seu ritmo, enfim as reflexões sempre são validas para mudarmos o nossas atitudes. Nessa caminhada que já percorri no magistério ouço muitas reclamações de turmas com questões de aprendizagem, ou professor falar com orgulho que os alunos foram péssimos em suas avaliações ou usa o mesmo para punição; Mas porque somos professores? Pra auxiliar e cativar os nossos alunos, que muitas vezes “são soldados feridos”, ou para ferra-lo. Avaliação não é punição e sim para conhecer o nível de conhecimento. Ainda do tempo para mudarmos nossas atitudes e esse ano seja melhor e não esperar pelo ano que vem se não sabemos se vai chegar, viva o hoje  e o agora.

quinta-feira, 31 de março de 2016

Olhar e ver



        Gostei muito da aula de segunda-feira passada, pois fechou com tudo que acredito. Muitas vezes, nós professores entramos em sala de aula e olhamos homogeneamente para os nossos alunos, damos a mesmas e explicações para  todo sem perceber o  que muitas vezes  parece óbvio para nós para os professores, para  os nossos pequenos não.
Entre ver e o olhar é a própria configuração do mundo que transforma. Não há continuidade do ver e olhar, e passagem entre eles requer um salto”. (Sergio Cardoso)
            Este ano, estou tentando me desafiar e deixar o discurso mais próximo da fala e trabalhar com todas as matérias interdisciplinaridade. Trabalhando a história de Chapeuzinho vermelho: trabalhei a ortografia, historia e geografia á localidade, religião questão da obediência. Os cachinhos dourados: portuguesa interpretação de textos, ortografia, geografia localidade, matemática: maior e menor o triplo e maior e o menor e sem deixar de lado o lúdico.
            No ano passado, com uma turma de quarto ano consegui ajudá-los e eles foram aprovados para o quinto ano com bastante base, mas credito que eles teriam ido ainda melhor se eu tivesse trabalhado todo o conteúdo. Como peguei a turma na metade do ano, dei prioridade a Língua Portuguesa e Matemática e fiz trabalhos para compensar outras disciplinas. Naquela hora para mim foi a melhor decisão que eu poderia ter tomado.
            É Fundamental diminuir a distância entre o que se diz o que se faz, de tal maneira que um dado momento a tua fala seja a tua pratica” (Paulo Freire)
            Às vezes, nós professores, dentro da nossa sala de aula achamos donos na verdade e nós damos o direito e ousadia para escolher o que os nossos alunos são capazes de aprender e não damos oportunidade para que eles aprendam, mesmo fazendo isso com as melhores intenções acabamos por privá-los por achar que não são capazes de fazer.
            Não podemos mudar a postura de todos, mas se mudarmos a nossa postura  será um grande começo e poderemos ajudar aquele aluno que fica escanteado em sala de aula e de repente salvamos “uma alma”.     Que todos nós consigamos olhar cada alunos individualmente e consigamos lapidar os nos diamantes brutos e exaltamos as suas qualidades.
     

“A CRIANÇA APRENDE BRINCANDO E BRINCANDO ELA É FELIZ”(NATÁLIA CLEUBER/ASCOM)