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segunda-feira, 4 de setembro de 2017

Como contribuir para uma sociedade mais ética




Achei muito interessante e gostei do vídeo de Marcia Tiburi: Filosofia e Ética. Faço das palavras dela as minhas; Para podermos começar falar sobre ética, é preciso fazer a distinção, pois elas não são sinônimas, pois ética no meu ponto de vista é o caráter do indivíduo e os princípios que nos norteia, moral são normas de condutas, conjunto de regras respeitado por um povo. O que chamou a minha atenção foi uma parte do vídeo que ela relata que moral “não é necessariamente uma coisa correta” é o que o povo segue de costume. No Brasil, é a corrupção, o jeitinho brasileiro, ”seria a moral e o costume que o povo segue” sempre acreditei que isso fosse uma postura imoral.

         Acredito que a melhor forma de nós educadores contribuirmos para construir uma sociedade ética é dando exemplo “palavras ensinam, mais exemplos arrastam”. De modo que nós demostramos através de atitudes quais são as condutas corretas que desejamos para as nossas crianças seguirem. Se nós pais, professores temos os discursos quanto é errado o bullying e o racismo ou qualquer outra forma de preconceito em nosso cotidiano, não posso reproduzir essa diferença através de piadas e brincadeiras ou qualquer forma excludente, pois a ética é acima de tudo, uma prática exemplar.

quarta-feira, 2 de novembro de 2016

Cotidiano da sala de aula


Durante a semana retrasada na aula de “história” (representação do mundo pelos estudos sociais), observando  a professora  narrar  a entrevista de uma escritora entrevistando algumas crianças:
                Algumas perguntas chamaram a minha atenção:
- Tiradentes veio antes ou depois de Tiradentes?
- Seu pai nasceu na época de Tiradentes?
-Seus avós nasceram antes ou depois de Tiradentes?
-Seus bisavôs nasceram antes ou depois de Tiradentes?
                A grande maioria ficou em dúvida se o seus bisavós nasceram na época de Tiradentes. Isso me fez refletir, às vezes nós professores, ficamos presos aos conteúdos e não nos damos conta que além das provas para medir o conhecimento, não fizemos ideia do conhecimento dos nossos alunos. Eles sabem mais do que imaginamos, é só fazer a pergunta certa ou de alguma outra forma para que os mesmos entendam.
                Muitas vezes não é culpa dos professores, pois tem um tempo para terminar os conteúdos e fechar as notas e a correria do dia a dia. Não nos damos conta, que os alunos não são livros em branco e que trazem em sua bagagem saberes. Será que tem como fazer essa ligação do saber prévio com o cotidiano da sala de aula? Até quando vamos agir com os nossos alunos como não soubesse de nada?

                Muitas vezes achamos que os nossos alunos são incapazes de aprender determinado conteúdo e nem damos o direito de tentar, agimos como “senhores do apender”, analisando o que eles vão conseguir aprender. Obviamente fazemos isso buscando sempre o melhor para os nossos alunos. Que muitas vezes temos que dar conta da alfabetização, pois chegam à sala de aula sem estar alfabetizados, além de todas as matérias temos que alfabetiza-los.

domingo, 16 de outubro de 2016

O Tempo em fatias



Quem teve a ideia de cortar o tempo em fatias,
a que se deu o nome de ano,
Foi um indivíduo genial
Industrializou a esperança,
Fazendo a funcionar no limite da exaustão.

Doze meses dão para qualquer ser humano
se cansar e entregar os pontos.
Aí entra o milagre da renovação
e tudo começa outra vez,
Com outro número e outra vontade de acreditar que daqui pra diante vai ser diferente.
 (Cortar o tempo DRUMMOND).


          Este poema além de bonito nos remete a uma reflexão de que fatos que ocorrem em nossas vidas, momentos de orgulho, desgaste, felicidade e frustrações e almejamos profundamente que o próximo ano chegue sem demorar, traga com ele nossa força renovada e seja muito melhor. Pois precisamos nos agarrar em alguma esperança para nós nos mantermos fortes para prosseguir em frente para próximo ano.
         Mas me pergunto muitas vezes o  que realmente fazemos de efetivo em nossas atitude para que o próximo ano seja realmente melhor. Desejamos tanto um próximo ano e quando percebemos a vida passou.
         Isto vale também para a vida profissional será que nosso discurso não está aquém da nossa pratica, será que estamos fazendo o melhor para os nossos alunos, será que estamos tendo um olhar diferenciado para todos e realmente respeitando o seu ritmo, enfim as reflexões sempre são validas para mudarmos o nossas atitudes. Nessa caminhada que já percorri no magistério ouço muitas reclamações de turmas com questões de aprendizagem, ou professor falar com orgulho que os alunos foram péssimos em suas avaliações ou usa o mesmo para punição; Mas porque somos professores? Pra auxiliar e cativar os nossos alunos, que muitas vezes “são soldados feridos”, ou para ferra-lo. Avaliação não é punição e sim para conhecer o nível de conhecimento. Ainda do tempo para mudarmos nossas atitudes e esse ano seja melhor e não esperar pelo ano que vem se não sabemos se vai chegar, viva o hoje  e o agora.

domingo, 11 de setembro de 2016

A educação arma contra corrupção



            O cenário atual da política me faz refletir sobre o porquê da educação estar sendo sucateada e os professores com salários precários.       Os políticos sabem o poder que a educação tem e sabem também o “risco” de se investir em educação e professores. Educado, o povo não será mais alienado e ludibriado e não trocará o seu voto por favores, pois educação de péssima qualidade geram “excelentes telespectadores, péssimos eleitores e vários candidatos”.
            Será que daqui alguns anos a educação será privatizada?
          Antigamente ser professor era ter status, hoje em dia devido a desvalorização, a classe está em extinção. Hoje o meio educacional é espaço onde todos da sociedade acham que podem palpitar, principalmente dentro de sua sala de aula e isso, quando não se acham no direito de espancar os professores. A sociedade está com valores deturpados onde os heróis são participantes do big Brother. Tenho colegas de profissão com os salários parcelado prestes a perder a casa e que mesmo assim fazem o seu melhor em sala de aula. Professores que de ônibus vão de uma escola para outra e muitas vezes sem almoçar, estes sim são heróis, em minha opinião.
        Me pergunto se daqui alguns anos não existir mais professores, será que outras áreas serão extintas?

domingo, 22 de maio de 2016

Escolas bilingue


A aula da disciplina de Línguas de sinais LIBRAS com a professora Bianca e a leitura do texto  CAMPELLO, Ana Regina; REZENDE, Patrícia Luiza Ferreira. Em defesa da escola bilíngue para surdos: a história de lutas do movimento surdo brasileiro. Educar em Revista, Curitiba, Brasil, Edição Especial. me fizeram refletir muito sobre as inclusões dos alunos surdos em escola regular. Em meu ponto de vista, não precisariam ir para sala de recurso por terem deficiência auditiva. Pois somente a surdez, não caracteriza uma deficiência de aprendizagem. Deveria ter haver mais acesso a cursos de libras, ou melhor, LIBRAS deveria ser a segunda língua. Onde todas as pessoas se comunicassem com deficientes auditivos naturalmente. O que atraiu minha atenção na leitura foi à organização dos surdos para alcançarem seus objetivos. Acredito que por motivos de natureza política, houve uma paralisação de quase um século no ensino da Língua de libras. Esse retrocesso, sem sombras de dúvida foi negativo e prejudicou a comunidade surda..
     

domingo, 1 de maio de 2016

Reabilitação através da música



                 Iniciei a minha carreira de magistério na associação Legato. Esta associação tinha a filosofia de reabilitação através da arte.(reabilitação de pessoas com deficiência)
            Iniciou como um coral, mais adiante virou um serviço de AEE(Atendimento Educacional Especializado), cujo objetivo era a capacitação para o mercado de trabalho.
            Fiquei admirada como o resultado e como a  música era aplicada na reabilitação  e o desenvolvimento nesses indivíduos , pois música  deu significado para suas vidas.
            Através da música e das apresentações resgatávamos a autoestima e eles tinham sede de aprender, pois eles queriam ler as letras de músicas, mais tarde eles queriam  aprender a dar troco, para saírem sozinhos , pois eles queriam a sua liberdade, independência . A música na vida daquelas pessoas despertou emoções e sentimentos de acordo com a capacidade de percepção que ele possui para assimilar elas mesmas.
            Através desse depoimento quero mostrar a importância da música para reabilitação e para  aprendizagens significativas. Aula veio acrescentar nas minhas praticas, e ressaltar a sua importância. Pude perceber que pode ser uma excelente ferramenta, pois a música não é somente uma associação de sons e palavras, mas sim, um rico instrumento que pode fazer diferença nas instituições de ensino, pois ela desperta o indivíduo para um mundo prazeroso e satisfatório para a mente e para o corpo que facilita a aprendizagem também a socialização.